Tanto que queria poder dizer e tanto mais fazer.
Não é a inabilidade que me afeta. Na verdade existem mais coisas que eu posso fazer do que textos ou palavras para demarcar. A questão é as possibilidades. Cada ação implicaria em ondas e mais ondas de reação. E lidar com isso requer uma incrível criatividade em se entender o futuro.
Eu ajo por instinto. Por mais categoricamente calculista que sou, cada ato que aplico é movido pelo momento. Minha mente é um incrível processador de possibilidades que chega a beira do curto circuito pelo fluxo de variantes. Não importa quantas vezes eu quebre a cara, a consciência nunca toma partido de decisões importantes. Sua função arbitraria é meramente de observador em todo o jogo em que se aplica sentimentos como frustrações, inércia, ansiedade, imaginação e possibilidades.
Para mim, “possibilidades” é um sentimento. Toda vez que avanço em novas direções no mais caótico plano da vida, eu traço em arquiteturais “fundos de razão” o campo das possibilidades. Como a minha ação atingira o sentido do que desejo? Ou, qual será a reação a partir de minhas palavras empregadas no fazer do momento?
É sobre o a “grande pintura”. O quadro completo de todas as reações aos meus movimentos. O criar de linhas para essas pinturas, o momento certo para cada cor e traço do destino a ser desenhado, colorido e então apreciado.
Filosoficamente falando, eu gosto de me ver, em conjunto erradico com tantas outras definições e habilidades, como um futurista. Poucas coisas me motivam mais do que o que virá logo em seguida do momento de agora. Que barreiras ou campos serão explorados dentro de cada ação de cada participante deste plano agora? Em vias mais imediatas, qual será o propósito final deste texto? Em cada palavra correndo como flashes em minha mente, eu chego a um ponto de tantas variantes das razões apresentadas a mim que vagam em uma nebulosa de estrelas em constante movimento seqüencial rasgando em luz os locais mais obscuros do nunca antes exposto.
Cada questão pertinente ao momento implica em citar aqui o que desejo. Embora que seja agora o desejo de tentar entender os momentos seguintes de atos que ainda não foram totalmente construídos ou teorizados.
É o som que corre os meus ouvidos, levando a mente o desejo de algo a muito esperado. É a vontade que mover pistões de razões há muito tempo deixadas de lado. O sentimento de querer mais. A vontade absurda de gritar por propósito. O clamar pelo desejo de agarrar os sentidos e razões que não são minhas e moldar a minha vontade. É o sonho a muito desejando ser realidade.
A crível realidade que a minha imaginação tece em uma possibilidade. O calor que corre no sangue ao colocar em teorias e imagens da imaginação o desejo em movimento, em sentido e propósito.
O preço que pode ser alto demais sendo cobrado por idéias de medo e perda de algo ainda não adquirido. O frio amargo de memórias dolorosas de batalhas perdidas. As possibilidades conflitantes do desejo. As idéias de que o errado é algo poderoso demais, o suficiente para manter o desejo em animação suspensa.
A frustração incalculável de não poder resolver todos os problemas sozinho. Que não há controle sobre as respostas que busco. A adrenalina que corre nas veias da ação de colocar os sonhos em movimento. A aflição de fazer tudo dar certo. Ver além do que está acontecendo agora e criar algo bom para o momento seguinte. Que a próxima frase tenha mais sentidos escondidos dentro de suas linhas do que as lógicas dimensionais das palavras podem transmitir mesmo em suas mais belas interpretações.
É construir momentos. É ser a ação. É poder. O poder de fazer acontecer tudo aquilo que se deseja.
A juvenil vontade de controlar e fazer o que a imaginação acredita como ser belo.
É o sonho que crio em linhas e escrevo com desejos.
O incondicional,
Amor.
Desejo.
Aflição.
Pelo amanhã.
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